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Desporto espera respostas do Governo às medidas apresentadas

A segunda edição da rubrica CDP Entrevista, sobre o tema “O futuro do desporto na era do COVID-19”, contou com a participação dos presidentes da Confederação do Desporto de Portugal (CDP), Carlos Paula Cardoso, do Comité Olímpico de Portugal (COP), José Manuel Constantino, e do Comité Paralímpico De Portugal (CPP) José Manuel Lourenço.

O presidente da CDP iniciou o debate mencionando as dificuldades que o desporto nacional enfrentou e enfrenta, sublinhando as iniciativas que a Confederação desenvolveu para apoiar as federações e dando como exemplo a Rede Colaborativa e o plenário de presidentes que teve “mais de 70% de adesão”. Carlos Paula Cardoso referiu, ainda, que o objetivo sempre foi “encontrar soluções para que as federações desportivas pudessem enfrentar o atual momento com o menor impacto”.

José Manuel Constantino lembrou que “a generalidade das atividades desportivas das federações, dos clubes e das organizações desportivas estiveram paralisadas durante cerca de 3 meses”. Apesar da retoma, em algumas atividades, já se ter feito sentir, o presidente do COP sublinhou que foi uma “retoma muito condicionada pelas condições de segurança que as autoridades de saúde pública naturalmente colocam”. Contudo, para o presidente do COP, o problema fundamental “reside essencialmente na estrutura associativa de base: clubes, coletividades…” que, na sua opinião, “são os que mais sentem os efeitos desta situação e da paralisação desta atividade”.

José Manuel Lourenço, em concordância com as afirmações dos seus homólogos, afirmou que “por determinação das autoridades, toda a atividade foi suspensa” e que, ainda que esteja a regressar, em termos de treino, continua suspensa. No que respeita aos evidentes impactos desportivos e económicos, o presidente da CPP presume que “o impacto desportivo venha a ser muito grande porque a falta de competição que os atletas têm neste momento, tem que ter impactos futuros, até a escassez do próprio treino”. Esta longa paragem coloca, assim, em causa as metas a atingir e, segundo o próprio, “o que era expetável para agosto de 2020”, pode não ser “o mesmo que era expectável para agosto de 2021”.

Sobre estes impactos, José Manuel Constantino assumiu “que toda esta situação desencadeia impactos negativos, seja numa perspetiva de saúde pública, seja na perspetiva económica, seja na perspetiva desportiva”. Enquanto presidente de uma organização desportiva, disse não ter “capacidade para monitorizar e quantificar os efeitos deste impacto”, mas considera que “o governo já devia ter criado uma unidade de acompanhamento desta situação para o sector desportivo que permitisse monitorizar tudo aquilo que está a ocorrer, bem como quantificar essas ocorrências, à semelhança daquilo que acontece em outros sectores de atividade”.

Em termos estratégicos, Carlos Paula Cardoso, afirmou ser urgente “criar soluções céleres que possam ir de encontro aquilo que foi dito já, que é nomeadamente a base do tecido desportivo português, que pode, no fim desta pandemia, estar completamente destruído”, focando a importância do apoio à estrutura associativa de base.

Durante o debate, os três presidentes concordaram que o governo tem na sua posse trabalhos, propostas, sugestões de várias entidades do universo desportivo: da Confederação do Desporto de Portugal, da plataforma do desporto federado, do Comité Paralímpico de Portugal e do Comité Olímpico de Portugal. Portanto, não será por falta de propostas, apresentadas pelos diferentes sectores desportivos, que não haverá matéria, mais do que suficiente, para encontrar uma resposta para situação que estamos a viver.

José Manuel Lourenço lembrou, ainda, que “houve, da parte do governo, um cuidado com todas as áreas da economia, inclusive, naquilo que foram as medidas da retoma, no sentido de preservar o emprego”, mas o que constatou foi que “ou não há conhecimento de que o desporto também é hoje uma área de muitos milhares de postos de trabalho ou na realidade houve um esquecimento”. Para o presidente do CPP, a “convergência que estamos aqui a assistir entre o Comité Olímpico, o Comité Paralímpico e a Confederação do Desporto visa exatamente também congregar aquilo que é a opinião e o sentimento das próprias federações no sentido de em conjunto, podermos colaborar numa solução que de alguma forma dê melhores condições ao desporto e viabilize o próprio desporto”.

Para finalizar, José Manuel Lourenço deixou uma “mensagem de esperança, de confiança” e também de afirmação de “que, o nosso papel aqui, é tentar criar cada dia as melhores condições possíveis para a prática desportiva”, dirigida, principalmente, “a quem nos faz andar nesta vida, que são os atletas”.

Já José Manuel Constantino finalizou a sua intervenção com a crença de que “o que se espera de todo o movimento desportivo é um sentido de corpo e um sentido de missão que permita encontrar rapidamente, juntamente com as autoridades públicas, as melhores respostas à situação que estamos a viver (…) para retomar alguma normalidade, mesmo que essa seja apenas a normalidade possível e não a normalidade a que as nossas vidas estavam habituadas ”.

Carlos Paulo Cardoso fechou o debate agradecendo a participação dos intervenientes e deixando, também, uma mensagem de esperança e de crença no futuro, aos atletas, os técnicos, os dirigentes e a todos os que fazem parte do desporto. “Acreditem que é possível que no dia de amanhã, depois de trabalharmos as dificuldades, com mais ou menor tempo de espera, encontraremos as soluções e as coisas vão voltar, pelo menos ao que estavam. Se não melhor, ao antes da pandemia”.

A rubrica semanal tem encontro marcado para todas as quartas-feiras, às 19:00 horas, em direto, na página oficial de Facebook da CDP.

Fonte: CDP, 09/07/2020

 

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